Editorial 1152: 2025 foi difícil? Então, nos preparemos para 2026
- Jornal Itajubá Notícias
- 30 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
“Adeus ano velho, feliz ano novo”. A frase de abertura da antiga canção de fim de ano nunca parece ter trazido tanta esperança – será vã?? – como no dia de amanhã, 31 de dezembro de 2025. Aliás, pela segunda vez, estamos antecipando a edição de quarta-feira, disponibilizando-a nesta terça (30). O ano de 2025 nasceu para ser esquecido. Ou melhor, para ser muito estudado, talvez na esperança de que não repitamos os erros que viemos cometendo há muito tempo, talvez, mesmo, desde 1989, quando tivemos nossa primeira eleição presidencial desde 1960. E, por incrível que pareça, os anos seguintes parecem nos ter ensinado que 1989 foi fichinha perto do que viria ao longo dos 30 e tantos anos seguintes. Os escândalos financeiros e políticos chegaram, em 2025, a um patamar, talvez, nunca antes visto, nem quando alguns se orgulhavam de dizer, de público, que roubavam, mas faziam. No final de 2025, vimos o escândalo chegar na porta do próprio maior órgão do Judiciário na nação, com a esposa de seu mais destacado membro não tendo como explicar um contrato de suposta prestação de serviços jurídicos que lhe rendia nada menos que R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) por mês, lhe proporcionou arrecadar quase R$ 40 milhões em apenas um ano, e lhe proporcionaria nada menos que R$ 129 milhões ao longo da duração da vigência do contrato, caso não estourasse o escândalo, porque o contratante era, justamente, um dos maiores banqueiros do país, acusado pela Polícia Federal de causar bilhões em prejuízos a investidores de seu banco, com a emissão de títulos falsos, porque sem lastro para cobertura. Preso por ordem de uma magistrada, ela mesmo o liberou poucos dias depois, quando seu inquérito passou a ser comandado por outro membro daquela corte. Essa corte aliás, foi a responsável pela condenação de um ex-presidente da República por uma tentativa de golpe de Estado que todo mundo, todo mundo mesmo, sabe que jamais existiu. Triste Brasil. E nós, de Itajubá, fazendo parte deste triste Brasil. Alexandre Garcia, e um de seus comentários no seu canal no YouTube, afirmou que, se o problema está no Estado brasileiro, a solução está em nós, brasileiros, no ano que começa depois de amanhã. Se a gente, também, se constituir, como já nos constituímos, e parte do problema, então não haverá solução: apenas a eterna ilusão de que o “ano novo” seja melhor que o “ano velho”. A todos, o jornal Itajubá Notícias (IN) deseja, que, realmente, 2026 possamos fazer um bom ano novo, e que, no final dele, possamos sentir que, no ano ou anos seguintes, seja “um novo dia, um novo tempo, que começou”, como também dizia a letra de um jingle de uma emissora de TV.
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