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Editorial 1163: É uma brasa... mora?

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Há dois anos, não se sabe por quê, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), responsável por tudo quanto refira-se à Seleção Brasileira desse esporte, resolvera que a camisa reserva da nossa seleção “canarinho” passaria a ser... vermelha, em substituição ao tradicional azul. Foi um auê tão grande, que a própria CBF terminou por vetar a cor que ela mesma escolhera, evidentemente, visando agradar aos chefes do PT, num ano eleitoral para as prefeituras e câmaras municipais.

A coisa acalmou, até que, na última semana, uma dessas autoinvestidas gênias da publicidade, brasileira radicada nos Estados Unidos há muitos anos, e funcionária da Nike, a empresa que mantém um gordo contrato com a CBF para fazer os uniformes, tênis e cuecas dos nossos jogadores por muitos e muitos anos, apresentou a “nova” camisa da seleção, que, desta vez, não é vermelha, mas um tanto avermelhada, embora azulada, com uma figura meio que escondida na estampa, que seria a taça da Fifa, mas que muita gente está vendo, não a taça, mas o... bom, como diremos, capiroto.

A cor azul avermelhada foi justificada pela gêniazinha da Nike, porque, segundo a moçoila que vive sabemos-em-qual-mundo, a nossa seleção seria conhecida, pelos brasileiros, como “Brasa”, como referência ao Brasil, porque Brasil vem de brasa, da cor vermelha (perceberam o esforço de suposto raciocínio da moça?), do pau-brasil, que deu origem ao nome do nosso amado país. Alguém, alguma vez, já viu qualquer torcedor, mesmo do PT, PSOL ou qualquer da turma, chamar a nossa seleção de “Brasa”, de gritar no estádio “vai, Brasa”, ou coisa parecida?

Não, aquela moça, que, pelo menos aparenta não ser uma senhora de idade avançada, parece que jamais foi a um estádio, que jamais esteve no Brasil, salvo no dia em que aqui teria nascido e depois, como toda esquerdista de champanhota, se mudado para o país mais capitalista do mundo, porque, ignorante pode até ser, vermelha pode até ser, mas trouxa, ela não é.

Talvez, na verdade, seja uma senhora idosa, muito bem conservada pela nobre arte desenvolvida pelos cirurgiões plásticos e cosméticos franceses, que, talvez por falha de memória, pense que, quando Roberto Carlos gritava “é uma brasa, mora?”, nos palcos da TV Record, na década de 1970, estivesse em pleno Pacaembu.

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