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Editorial 1164: O fundo do poço. Será?

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

O fim decretado das investigações do maior escândalo financeiro e político, desde o Petrolão, pelo Supremo Tribunal Federal, será o fundo do poço no regime de violência à Constituição, às leis, e, sobretudo, à vontade do povo brasileiro? A CPMI do INSS, que, na verdade, foi instaurada para apurar o estelionato cometido por falsos empresários espertalhões, ladrões, safados, com o apoio, conivência e efetiva participação de altas autoridades das diversas esferas do Governo Federal, nos descontos associativos por serviços não prestados por entidades sindicais a aposentados e pensionistas do INSS, roubando-lhes, no curto espaço de tempo de três anos, nada menos que R$ 6 bilhões, cometeu um erro fatal, ao pretender prosseguir nas investigações sobre os descontos ocorridos em razão de supostos créditos consignados, ou empréstimos consignados.

Neste ponto, os senadores e deputados da comissão, que já não eram maioria, porque a maioria das cadeiras foi conquistada pelo governo petista, mexeu no vespeiro, como se dizia antigamente, já que, embora também comandados por elementos ligados às entidades sindicais, tais empréstimos consignados são concedidos pelo sistema bancário, desde o Banco do Brasil, Caixa Econômica até os privados, como o... Banco Master. O Banco Master, por seu turno, enquanto a CPMI se desenrolava, surgiu como ponta de um iceberg de enorme envergadura, com negociações de títulos falsos, inclusive com o banco estatal do Distrito Federal, e seu proprietário como sócio até de figuras do próprio STF, com contratos milionários envolvendo a esposa de um deles, o filho de outro, recentemente desligado da corte, e até negócios hoteleiros, com cassinos clandestinos, com outro.

Por outro lado, as próprias investigações sobre os descontos associativos pelas entidades sindicais sobre a aposentadoria dos “velhinhos e velhinhas”, chegara, logo no seu início, à figura de um irmão do presidente da República, e, mais recentemente, de filho mais velho do mesmo chefe do Executivo nacional. O irmão conseguira ser blindado pela ala governista na Comissão, mas o filho estava prestes a cair na rede. O prazo para o termino normal dos trabalhos da Comissão, terminaria no último sábado, e fora pedido ao presidente do Senado, ainda em dezembro, sua prorrogação, permitida pelo regimento interno do Senado, que ele, sequer, analisou. O caso foi, justamente, para o Supremo, onde um ministro concedeu liminar para sua prorrogação, mas cometeu o erro de submeter, imediatamente, sua decisão, ao Plenário, e deu no que deu.

Enterrou-se a CPMI dos velhinhos, que terão que se contentar com os acordos propostos pelo INSS, com o nosso dinheiro, porque a grana roubada está muito bem guardada e distribuída pelos ladrões. É o fundo do poço da decência nacional? Tenham a certeza: não!

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