top of page

Editorial 1193: A última chance do Brasil ou de Alckmin

há 3 horas
3 min de leitura

Quando Geraldo Alckmin declarou apoio ao então candidato Lula, nas eleições de 2022, chegando a aceitar ser seu vice, comprovando a teoria do teatro das tesouras que vigorava entre PSDB e PT desde, pelo menos, 1998 (reeleição de FHC), os brasileiros diziam, nas esquinas, botequins e até na Academia Brasileira de Letras, provavelmente, que Alckmin esperava que o titular, se eleito (como o fora, pouco importa, agora, por quem), não aguentaria muito tempo, seja renunciando, seja devido à sua avançada idade. Não deu certo, mas uma segunda tentativa estaria às portas, neste 2026, quando o titular, se reeleito, terá mais quatro anos pela frente, já com mais de 80 anos e uma saúde debilitada.

Agora, surge a grande chance de Alckmin, não pela idade de Lula, caso eleito, mas pelo que aconteceu com as eleições para o Congresso (Senado e Câmara), aliado aos escândalos do INSS, do Master (Vorcaro), à crise interna (e externa) no STF e, agora, desde sábado último, com a entrevista de Roberta Lutzinguer, envolvida com as falcatruas do filho de Lula, o tal Lulinha, na qual ela não apenas acusa Lula frontalmente e até fala em possível “mal” que possa vir a ocorrer com ela ou suas filhas, já atribuindo a Lula a responsabilidade, chegando a falar sobre um tal acidente automobilístico sofrido, recentemente, por sua filha.

A chance de Alckmin chegar à Presidência estaria no possível (talvez provável) impeachment de Lula, já no ano que vem, como ocorreu com Dilma, do mesmo PT, logo após vencer o pleito para seu segundo mandato (2014). Ninguém duvida que seu vice, que viera do MDB, como, hoje, Alckmin viera do PSDB, torceu e até trabalhou na surdina para que sua amada titular fosse expulsa do Planalto e do Alvorada.

Roberta disse, com todas as letras, que ela não seria sócia de Lulinha, o filho, mas do pai, Lula, no escândalo que envolve o tal “Careca do INSS”, que roubou os aposentados da Nação e que teria pago mesada de 300 mil reais a Lulinha, que também recebia grana de Vorcaro.

No próximo domingo, os brasileiros, em sua maioria, terão a chance de ouro de dar um basta ao partido político e suas lideranças que levaram o Brasil à situação catastrófica em que nos encontramos, desde que, via PSDB, assumiu o poder em 1998, com a reeleição de FHC, e, efetivamente, passaram a dominar o país a partir de 2003, quando conseguiram enganar a elite empresarial nacional.

Já são 22 anos de regime petista (considerados os quatro últimos anos de FHC, os oito primeiros de Lula, os seis de Dilma e os atuais quatro de Lula novamente). O país está no caos da insegurança jurídica, da bandidagem nas ruas, da bagunça na economia, na falência do Estado, na hipocrisia da falsa democracia, na miséria do povo que prometeram aniquilar, no populismo que se exacerba em período eleitoral sob as vistas grossas de um Judiciário dominado e aparelhado, numa educação que perde em eficiência e eficácia até para países africanos, num sistema público de saúde que finge cuidar do cidadão, na corrupção desenfreada desde, pelo menos, 2003, sendo o principal suspeito o próprio presidente da República.

Caberá a nós, brasileiros, decidirmos, no domingo, se aproveitaremos a última chance de acabar com a farra ou se daremos a última chance a Alckmin de, quem sabe, vir a assumir sua almejada cadeira no Planalto, no ano que vem, dando prosseguimento ao projeto petista.

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
bottom of page