Editorial 1154: Você acredita?
- 14 de jan.
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Segundo o IBGE, o órgão governamental brasileiro que, um dia, mereceu a confiança da população, a inflação, em 2025, teria fechado em 4.2%, abaixo da “meta” do Ministério da Economia de Fernando Haddad, que era de 4.6%. Mais ainda: que a alimentação sofreu inflação de, apenas, 2.5%, enquanto que as contas de energia tiveram redução (sim, senhores, redução) de mais de 2,0%. Revela-se, também, que o desemprego no país está na casa dos singelos 6%, ou seja, quase pleno emprego.
Você acredita nisso tudo? Parabéns, você deve ser um daqueles que nunca foi a um supermercado ao logo do ano passado, vive de amor, sua casa é iluminada a luz de velas, romanticamente, e mora na roça, na área rural, onde come o que planta e recebe algum benefício social do Governo Federal, do Governo Estadual e até da sua prefeitura, como, num vídeo do ano passado que um baiano divulgou no YouTube, dizendo que não precisava trabalhar porque ele e sua mulher recebiam o Bolsa Família, suas filhas verbas do programa estudantil (tanto federal, como estadual) e ainda cesta básica e gás da prefeitura da sua cidade.
Vamos à questão da inflação de alimentos, que o IBGE diz que foi de menos de 3%, para começar. Se fosse verdade, você, que supostamente gastava R$ 1.000,00 de despesas de supermercado em janeiro de 2025, estaria gastando, apenas, R$ 1.030,00 em dezembro, ou seja, sua despesa aumentou singelos R$ 30 reaizinhos. É verdade isso?
Diz o IBGE, também, que a conta de energia teve redução. Vamos lá: tomamos uma fatura de energia que um cidadão nos ofereceu, para comparação. Seu consumo, em fevereiro de 2025 foi, praticamente, o mesmo que em dezembro de 2025, variando menos de 5 kW/hora, mas o valor da sua fatura de dezembro foi quase 20% a mais que em fevereiro, e não houve cobrança por multas por atraso, nem extração de segunda via. Foi, puramente, consumo de energia.
Agora, vamos ao tal desemprego. Nada menos que 48 milhões de brasileiros recebem o Bolsa Família, enquanto que cerca de 39 milhões trabalham com “carteira assinada”, a tal CLT. E o governo atual proibiu, desde que assumiu, quem recebe Bolsa Família de trabalhar, mas não o considera desempregado.
Assim, fica fácil enganar a população divulgando na imprensa “amiga” (ou vendida, dá no mesmo), que a inflação esta sob controle, que a conta de energia caiu, que o desemprego inexiste em pindorama. Então, você acredita?



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