Editorial 1183: Vai para o trono ou não vai?
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Objeto do editorial da última edição do jornal Itajubá Notícias (IN), a desistência do senador mineiro Cleitinho a concorrer ao cargo de governador de Minas nas próximas eleições, mesmo estando a dois meses de eleger-se, possivelmente, no primeiro turno, tamanha sua vantagem sobre os demais candidatos, segundo todas as pesquisas eleitorais, terminou com uma frase de última hora, no próprio editorial, informando que, segundo a CNN divulgava já no fechamento daquela edição do jornal, o ilustre candidato/não candidato teria voltado a ser candidato, condição que, pelo menos até o fechamento desta edição, parece estar mantendo, mas, sem dúvidas, as razões pelas quais dissera haver desistido de sua candidatura revelaram-se insustentáveis, diante da realidade de que algo politicamente muito sério estava havendo dentro de seu partido, o Republicanos.
No entanto, a tal desistência, com direito a choro e tudo, pode, realmente, vir a prejudicá-lo perante seu eleitorado, porque poderá ter demonstrado certa fraqueza de um político que pretende ser o condutor, tanto politicamente como administrativamente, da segunda população estadual do país e terceira economia nacional.
Terminará no próximo dia 16 de agosto o prazo para que os candidatos a quaisquer dos cargos em disputa registrem-se para as eleições de outubro. Até lá, sinceramente, não sabemos o que esperar das idas e vindas e reviravoltas na candidatura Cleitinho ao governo mineiro, até porque, sabemos, seja ou não candidato, vença ou não as eleições, sua cadeira no Senado continuará sendo sua pelos próximos quatro anos.
Portanto, mesmo que perca parte de seu eleitorado, que não mais poderá lhe dedicar a confiança que depositava, poderá continuar em seus discursos inflamados na tribuna do Senado e, se a imprensa ainda lhe der alguma atenção, nos microfones das redes de televisão e portais da internet.
Cleitinho, é óbvio, não pode brigar, agora, com seu partido, o Republicanos, do qual depende para o registro de sua candidatura, e, sabemos, o Republicanos é mais um dos partidos políticos que tem “dono” e faz parte do tal de “Centrão”, o maior dentre os grupos políticos do Congresso, das Assembleias e até das Câmaras de Vereadores por todo esse país, que tem, digamos (para não ofender), uma visão “pragmática” da política.
Resta, no caso de Cleitinho, sabermos, com base nas pesquisas futuras após o saio/não saio (candidato), se ele ainda se manterá à frente, com folga, nas intenções de voto e se, de fato, terá chances de ir ou não para o trono, como diria Chacrinha.



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