Por óbvio que o reconhecimento, pela Justiça, ainda que em primeira instância, por enquanto, dos crimes cometidos pelos envolvidos no escândalo da Saúde itajubense – seja aqueles levantados pelas investigações da Operação Sepulcro Caiado (corrupção no Fundo Municipal de Saúde, comandada pelo então secretário Nilo Baracho) e da Operação Transfusão (corrupção no Hospital de Clínicas, comandada pelo então diretor-geral Rodolfo Cardoso), tudo, diga-se, segundo o Ministério Público e a Polícia Civil mineira –, já representa, por si só, uma vitória da sociedade; pois que, embora condenados, no segundo caso (corrupção no Hospital), a penas que podem parecer pequenas, variando de 3 a 6 anos, sempre a serem cumpridas em regime inicial semiaberto, cujos condenados logo estarão aptos ao regime aberto e daí por diante, embora, no primeiro caso (corrupção na Prefeitura), tenham os envolvidos sido condenados a penas que variaram de 22 a 136 anos, pesadas, pelo cometimento de, praticamente, os mesmos crimes (corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidades), em regime fechado, temos que ter a consciência de que não estamos no fim da luta jurídica.